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IESA - Instituto de Educação Santo Antônio
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Arquitetura
Beleza não basta
A falta de espaço nos centros urbanos e o custo elevado dos materiais de construção são apenas alguns dos fatores que transformaram os “artistas do concreto” em profissionais cuja criatividade não deve perder de vista a funcionalidade e o máximo aproveitamento dos locais onde as pessoas moram, trabalham e se divertem. Assim, a beleza das linhas arquitetônicas das edificações é uma preocupação cada vez mais atrelada à necessidade de conhecimentos técnicos que resultem no uso correto dos materiais e na criação de obras com boas condições de acústica, ventilação, iluminação, entre outros fatores que garantam conforto e bem-estar.
Além de projetar casas e edifícios, o arquiteto também pode fazer projetos para ambientes internos, ou se especializar em urbanismo ou paisagismo. A tarefa do urbanista é planejar e desenhar a cidade para que ela cresça ordenadamente, traçando vias de tráfego, áreas de moradia e espaços de lazer. O arquiteto paisagista se encarrega de amenizar o cenário árido das metrópoles e contribuir para a melhoria da qualidade do ar, desenhando parques, praças e jardins. Muitos arquitetos também trabalham com comunicação visual e design gráfico. Há poucos anos, estiveram em alta profissionais capazes de atuar na recuperação arquitetônica de cidades históricas, como aconteceu em Salvador (BA) e no Recife (PE), onde foram desenvolvidos projetos de preservação regional.
Antes de optar entre tantas especialidades, o arquiteto precisa ter uma formação generalista, que é proporcionada por grande parte dos cursos. Da grade curricular constam disciplinas com conteúdos técnicos e humanísticos como conforto ambiental, estética e história, desenho de artes, projeto arquitetônico e urbanístico, paisagismo e história da arquitetura.
A proliferação de faculdades de Arquitetura no Brasil está comprometendo a qualidade de ensino, na opinião de Valter Caldana, coordenador da Comissão Ética do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), em São Paulo: “Dos seis cursos que existiam na década dos 70, hoje temos cerca de 40, só no Estado de São Paulo. Muitas faculdades não disseram ainda a que vieram. Mas quem concluir um bom curso estará apto a fazer muito mais do que projetos arquitetônicos”, ressalta Caldana. Segundo ele, as grandes construtoras podem dar-se ao luxo de contratar arquitetos para gerenciar obras. “Algo impensável poucos anos atrás”, avalia.
Nos últimos anos, os profissionais participam de pesquisas sobre materiais alternativos, do planejamento contra impactos ambientais. Mas o calcanhar-de-aquiles da profissão são as crises econômicas, que atingem, sobretudo, quem faz projetos de obras: “Em tempos de recessão, esse é o primeiro setor que pára, com reflexos em muitos outros. Isso porque, na cadeia econômica, para cada metro quadrado de parede que se levanta, estão envolvidas cerca de 80 pessoas, em diferentes áreas.” O piso da categoria é de seis salários mínimos para seis horas de trabalho diárias.
Duração média do curso: cinco anos.
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