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Ciências Biológicas
Técnicas revolucionárias
A descoberta do DNA – ácido desoxirribonucléico – mudou o futuro das pesquisas científicas de todos os organismos. Por meio da manipulação de genes, clonam-se animais, criam-se plantas mais resistentes a pragas e pesticidas, evoluem as pesquisas de câncer e de outras doenças. Geneticistas brasileiros que participaram do Projeto Genoma – que fez o mapeamento de 97% dos genes da espécie humana – atestam o desenvolvimento dessa ciência. Agora, todos os esforços se concentram na busca de diagnósticos precoces de males genéticos.
De fato, o aumento da inseminação artificial, de soluções para doenças genéticas e dos avanços na área de transplante de órgãos – que incluem técnicas para a obtenção de tecidos por meio de multiplicação celular – indicam que a biotecnologia é o campo mais promissor para o biólogo. Com essa formação, ele pode atuar na indústria farmacêutica, em centros de pesquisa e em hospitais.
Porém, nem todos os biólogos integrarão projetos de ponta como o Genoma. “O curso de Ciências Biológicas forma três perfis de profissionais: o professor, o pesquisador e o ecólogo com a formação biológica”, lembra Priscila Guimarães Otto, chefe da graduação do curso de Ciências Biológicas da USP.
As áreas de estudo tradicionais abrangem os fósseis animais e vegetais (paleontologia), as células (citologia), os parasitas (parasitologia), as propriedades físicas dos seres (biofísica), a organização dos animais (zoologia), a flora (botânica) e os ecossistemas.
As reações químicas dos seres vivos formam o campo de estudo da bioquímica, enquanto a microbiologia e a imunologia se ocupam dos processos internos de defesa e dos efeitos dos microrganismos. Dentro dessas áreas, o biólogo pode trabalhar em laboratórios de análises clínicas, na indústria (alimentícia, de fertilizantes e de extração de vegetal, entre outras), em jardins botânicos, reservas ambientais, estações de tratamento de água e esgoto, entidades de reflorestamento e ONGs. Dependendo do instituto de pesquisa, o biólogo pode trabalhar como classificador de seres vivos, verificando sua incidência geográfica e hábitos.
A área ambiental também tem oferecido muito espaço. “Quando começa a construção de uma nova usina hidrelétrica, o biólogo faz o mapeamento de espécies e verifica o impacto da usina no ambiente. Da mesma forma, atua em desastres ambientais como derramamento de óleo no mar, por exemplo”, diz Priscila.
O curso de Ciências Biológicas oferece as opções de bacharelado, licenciatura e modalidade médica (ver Ciências Biomédicas). Nos cursos que oferecem bacharelado e licenciatura, a opção é feita no quarto ano. “No Brasil, a opção para licenciatura é muito importante. É essencial formar professores, num país em que a maioria não chega à universidade”, afirma a coordenadora. Para atuar no ensino superior, porém, a própria competição entre os candidatos exige que o biólogo faça pós-graduação. A remuneração inicial fica entre seis e oito salários mínimos.
Duração média do curso: quatro anos.
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