![]()
IESA - Instituto de Educação Santo Antônio
2765-9650
Rua Dr. Barros Júnior, 1124 Centro - Nova Iguaçu - RJ
Ciências Econômicas
Os gurus do mercado
Não há noticiário de TV, hoje, em que não apareça pelo menos um economista opinando sobre algum assunto. Pelo grau de exposição pública que muitos desses profissionais ganharam, na última década, seria possível pensar que essa é uma carreira de gente famosa, daquelas que ocupam cargos em ministérios, publicam best sellers, assinam colunas em revistas e jornais e ganham fortunas fazendo palestras para empresários. Para reforçar essa idéia, certos expoentes da profissão, no Brasil e no mundo, transformaram-se, de fato, em gurus de governos e de grandes corporações.
Porém, a maioria dos graduados em Ciências Econômicas enfrenta um dia-a-dia bem menos glamouroso. Dribla sucessivas crises econômicas, com mudanças de moeda e de diretrizes, desemprego e inflação – tudo acontecendo em um ritmo acelerado. Mais do que captar, digerir e fazer planejamentos em cima desses fatores, o economista precisa ser capaz de fazer também análises e projeções do que pode vir a acontecer a longo, médio e curto prazos. Por sua mesa passam os efeitos do sobe-e-desce das bolsas de valores, as estratégias de desenvolvimento e de concorrência, a análise de viabilidade de novos projetos.
E não há como fazer mágica: para tocar essa empreitada, o truque é acumular formação e informação. Não sobrevive nesse mercado quem não estiver atualizado, reciclado e em sintonia com o mundo dos negócios. Mesmo – e principalmente – depois de sair da faculdade, pois o conhecimento, nessa área, é uma matéria altamente sensível ao que acontece no mundo. Na faculdade, o futuro economista recebe uma formação básica. Entra em contato com as principais correntes do pensamento econômico e seus teóricos. A grade curricular compreende disciplinas como contabilidade, economia agrícola, ciências sociais, matemática, contabilidade, estatística, história do pensamento econômico e sociologia. Recente pesquisa do Conselho Federal de Economia (Cofecon) mostra que 92% dos profissionais brasileiros têm algum grau de especialização. No entanto, apenas 6,3 % deles concluíram o mestrado e os que completaram o doutorado correspondem a 1,7%. “Mas o crescente grau de exigência por parte dos empregadores deve modificar esse panorama”, acredita Rui Ascensão de Souza, chefe do departamento de fiscalização e registros do Conselho Regional de Economia de São Paulo.
Todas as companhias de grande porte, do setor público ou privado, contratam economistas. O setor público ainda é o grande empregador, seguido de perto pelas empresas privadas e multinacionais. Nas esferas do governo federal e estadual, esse profissional atua em áreas de orçamento, finanças, análise de investimentos e aplicações financeiras, assessoria econômica. No âmbito privado, o economista ocupa postos em bancos, bolsas de valores e mercado futuro, institutos de pesquisa, empresas de comércio internacional, indústrias, entidades de classe e empresas de seguros. Planejamento e gestão financeira ou empresarial, estudos e pesquisa de mercado, ensino, treinamento e reciclagem profissional, elaboração de projetos de investimento são atividades cada vez mais freqüentes na carreira. Tanta procura se justifica: “Os empresários brasileiros, atentos ao movimento da economia mundial, dependem dos economistas para adaptar a conjuntura internacional à nossa realidade”, explica Souza.
Embora ainda não tenha sido estabelecido, o piso salarial da categoria deve ser fixado em dez salários mínimos, segundo estimativa do Sindicato dos Economistas do Estado de São Paulo. Para quem está no mercado de trabalho o salário oscila entre R$ 2 mil e R$ 5 mil. O grau de formação também influi – os bacharéis ganham em média R$ 3 mil, contra R$ 4 mil para os mestres e R$ 5 mil para os doutores.
Duração média do curso: quatro anos.
Todos os direitos reservados o IESA