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Estatística
Por uma visão humanística
A ação de pessoas idosas do mundo, segundo a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dez por cento da população mundial é dependente de álcool, afirma a Organização Mundial de Saúde. Nos Estados Unidos, 34,8% da população já consumiu psicotrópicos, garante o governo norte-americano. Dados como esses, fundamentais para nortear planos de ação em vários setores da sociedade, são coletados pelo profissional de Estatística.
Utilizando rigorosa metodologia científica, esse profissional organiza e analisa dados quantitativos que levam a previsões confiáveis em qualquer ramo de atividade. Lidar com cifras e complicadas operações matemáticas faz parte de sua rotina. Mas é importante que esse especialista em cálculos tenha também base humanística e aguçado senso crítico para analisar os números dentro do seu contexto. “O estatístico precisa ser versátil porque é solicitado a aplicar seus conhecimentos em diversas áreas como medicina, psicologia, economia, ciências sociais”, afirma Cláudia Peixoto, professora do departamento de estatística da USP.
Em vista de tamanha abrangência, é difícil apontar quais os campos que mais absorvem o profissional da área. “Não é exagero afirmar que o fantasma do desemprego passa longe da categoria. Antes de terminar o curso de graduação, a maior parte dos alunos já tem emprego garantido”, diz Cláudia.
Para os institutos de pesquisa, o estatístico é imprescindível, pois é ele quem garante que os dados colhidos são fidedignos. Esse profissional também é solicitado por órgãos das áreas de educação e saúde, para estudos sobre evasão escolar ou sobre incidências de doenças, por exemplo. Nas companhias de seguro, os estatísticos fazem avaliações de riscos. Em agências do governo, como o IBGE ou o Instituto de Planejamento e Estudos Ambientais (Ipea), os estatísticos participam de pesquisas socioeconômicas ou demográficas. Outros campos de trabalho são os institutos de análises clínicas, como o Instituto Pasteur e o Adolfo Lutz, e as companhias de distribuição de água e energia.
Na atividade industrial – farmacêutica, química, siderúrgica, têxtil, alimentícia e de bens manufaturados –, também há várias oportunidades. Sem o estatístico, praticamente não há metodologias confiáveis em pesquisa de mercado e controle de qualidade. Da mesma forma, as instituições financeiras dependem dele para previsões a partir de análises de balancetes ou para definir estratégias de concessão de empréstimos, trabalho paralelo ao do economista.
A afinidade entre as duas áreas explica porque muitos alunos de economia fazem pós-graduação em Estatística. Essa proximidade, aliás, gera certa concorrência pelo mercado, em especial no setor financeiro. “Mas isso está mudando. A procura por pessoas com formação específica em Estatística é grande e tende a crescer”, revela Cláudia. Quem quiser trabalhar com independência pode abrir uma empresa de consultoria com boas perspectivas de ganhar bem, devido ao pequeno número de especialistas. Os salários iniciais são de R$ 2.500.
Duração média do curso: quatro anos.
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