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IESA - Instituto de Educação Santo Antônio
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História
O passado, no presente
Com um olho no passado e outro no presente, o historiador investiga os acontecimentos para produzir conhecimento científico. Ele usa um variado elenco de fontes históricas, além de muita, muita pesquisa em museus, bibliotecas, arquivos e centros de documentação. Sua função é estimular a reflexão crítica sobre os fatos e procurar explicar como, quando, onde e por que determinado evento ocorreu, de que maneira ele influiu em acontecimentos atuais. Com espírito investigativo, esse profissional consegue levantar aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais de episódios que mudaram a história da humanidade.
Mas isso não significa que ela viva apenas resgatando o passado. O historiador também pode ser um propulsor do futuro. Recentemente, durante os processos de privatização de empresas estatais, ficou claro o quanto a história de uma companhia pode ser importante no momento de vendê-la. No processo de privatização da Eletropaulo, por exemplo, foi a pesquisa histórica que subsidiou a definição da política de privatização, mostrando como o mercado de energia se comportou, qual o papel dos fornecedores, e quais foram as questões legais ao longo do tempo.
“Fundamentalmente, o curso de História forma bacharéis preparados para a pesquisa”, afirma zilda Gricoli Iokoi, coordenadora do departamento de história da USP. Por isso, além de gosto por leituras e apego pela investigação, o historiador deve ter boa formação cultural. Na faculdade, ele se familiariza com temas como sociologia, história econômica, história das artes e do Brasil, antropologia, além de história antiga e moderna, entre outros.
Fora da tradicional área do magistério (para a qual é preciso fazer licenciatura), o historiador pode trabalhar em centros de pesquisa e educação, na gestão de arquivos públicos e privados e na assessoria de projetos. Outra área de atuação são as empresas de difusão artística e cultural, como emissoras de TV e produtoras de cinema, que contratam historiadores para consultoria. Órgãos de preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural também abrem suas portas aos profissionais – além de algumas empresas, poucas ainda, como a Eletropaulo, que têm um dinâmico e produtivo setor de patrimônio histórico.
Embora se trate de um campo saturado, a maioria dos formados vai mesmo para salas de aula, em estabelecimentos de ensino fundamental, médio e superior, se tiver mestrado. Nas escolas particulares, a remuneração é mais alta do que nas públicas.
Duração média do curso: quatro anos.
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