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IESA - Instituto de Educação Santo Antônio
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Oceanografia
Um mar de estudos
Entre os integrantes da equipe que analisou as causas e conseqüências do acidente com a plataforma petrolífera P-36, da Petrobras, ocorrido em março de 2001, estavam os oceanógrafos. Por conhecer profundamente os diferentes ecossistemas marinhos, esse especialista tem presença garantida em grupos multidisciplinares de trabalho com oceanos. “As empresas de economia mista são um bom campo de atuação do profissional”, afirma Moisés Tesler, presidente da comissão de implementação do curso de Oceanografia da USP, uma das habilitações do curso de Física. As outras oportunidades de trabalho estão nas entidades de controle e preservação ambiental no país, que desenvolvem grandes projetos ambientais como o Tamar (procriação e preservação de tartarugas). Além disso, há a atuação em pesquisa.
A preservação ambiental representa o campo de atividade que mais emprega oceanógrafos atualmente. Esse profissional gerencia o controle do meio ambiente em grandes indústrias ou trabalha como consultor – emite laudos e pareceres sobre o impacto de atividades humanas e industriais no ambiente marinho. Embora seja um campo em alta, a preservação ambiental é também a área em que o oceanógrafo encontra um dos grandes problemas da profissão: a concorrência com ecologistas e biólogos.
A aqüicultura é outra atividade promissora. A exemplo do que acontece com o cultivo de camarões no Nordeste brasileiro, outros Estados – Paraná e Santa Catarina – vêm investindo no cultivo de peixes. O setor de educação ambiental – seja em secretarias de meio ambiente ou em escolas, para lecionar ou fazer pesquisa – também emprega profissionais.
Ciência abrangente, a Oceanografia está dividida em quatro grandes ramos: física, geológica, química e biológica. A oceanografia física estuda as relações entre o mar e a atmosfera, o fenômeno das correntes marítimas e a influência das ondas e dos mares sobre os processos que ocorrem na costa. A oceanografia química analisa a composição e os nutrientes da água do mar e trabalha, entre outras coisas, para recuperar ambientes aquáticos degradados. A oceanografia biológica estuda a biodiversidade e os ecossistemas marinhos. A oceanografia geológica pesquisa a composição do solo do fundo do mar e seus fenômenos geofísicos.
Todos esses aspectos são, geralmente, estudados a partir do segundo ano do curso e, no quarto, são aplicados em disciplinas como tecnologia pesqueira, criação de pescado em água doce e salgada, gerenciamento ambiental etc. São poucos os cursos de graduação no Brasil. E é bom lembrar que a carreira faz parte da área de ciências exatas e não de biológicas, como muitos imaginam. Estuda-se biologia, sim, mas a carga horária de matemática (cálculo, álgebra, estatística etc.), física, química e geologia é grande. No início da carreira, esse profissional ganha, em média, R$ 1 mil.
Duração média do curso: cinco anos.
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